domingo, 19 de julho de 2009
sábado, 11 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
30 Anos de Antígona
"Fundada em Junho de 1979, a editora Antígona iniciou a sua actividade com a publicação do livro Declaração de Guerra às Forças Armadas e Outros Aparelhos Repressivos do Estado. Esta obra emblemática anunciava já o programa editorial que se tem vindo a concretizar, sem desvios, ao longo de 30 anos. Hoje, com cerca de 200 títulos, a Antígona mantém a sua paixão inicial pelos textos subversivos, e vai continuar, ainda por muito tempo, a empurrar as palavras contra a ordem dominante do mundo.Com um capital social de «enquanto existir dinheiro, nunca haverá bastante para todos», esta editora tem sobrevivido a todas as crises, adaptando o seu capital variável a cada momento. Refractária, resiste à acção do fogo, sem mudar de direcção.
No plano da edição, foi pioneira na forma como valorizou o trabalho do tradutor, dando-lhe força de autor ao colocar o seu nome na capa dos livros, um exemplo que não tem sido seguido por outras editoras.
Dos autores publicados, cerca de 150, a maioria era desconhecida do público português, dos quais destacamos: Laurence Sterne, Max Aub, Eudora Welty, Anselm Jappe, Lewis Mumford, Albert Cossery, Bartolomé de Las Casas, La Boétie, Zamiatine, Gabrielle Wittkop, Heinrich Eduard Jacob, Fonollosa, Jean Meslier, Herder, Karl Kraus, Max Stirner, Gómez de la Serna, Robert Bringhurst, Robert Michaels, Sharon Olds, Stig Dagerman, Uzodinma Iweala, Hubert Selby Jr., etc.
E assim conseguimos conquistar uma minoria absoluta, que nos sustentou nos 30 anos que agora celebramos festivamente."
texto de Luís Oliveira
Antígona
Bitte Orca
domingo, 5 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Como de momento não possuo o tempo necessário que este blog necessita da minha parte. Passarei a dar pequenas noticias e dicas através do Twitter. Portanto é possível agora acompanhar o my name is indie através do twitter enquanto eu não tenho a possibilidade de actualizar o blog.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
sábado, 2 de maio de 2009
Especial Indie Lisboa #2
Birth of a City
Tudo começou como um projecto de fim de curso que se transformou, transformando-se num retrato de uma cidade. Aqui Londres é a personagem principal e João Rosas coloca-a na tela de uma forma sincera. Esta Londres não é a dos postais, é a Londres dos anónimos que se fundem com as ruas. A intensidade da relação narrador cidade, transborda em cada plano que milimetricamente plano a plano relata esta dependência.
No capítulo seguinte da película conhecemos a pintora de cidades, é neste momento que a personagem principal se transforma numa tela branca que presencia a recriação da cidade.
Dá-se então um confronto de visões narrador/artista. A artista que vê a cidade como um conjunto de linhas e contexturas que formam as várias estéticas, entra em cotejo com o narrador que se foca nas gentes que formam padrões sinergéticos.
Mas esta dicotomia de visões que enriquece as camadas do quadro, camadas essas, que se multiplicam sobrepondo-se umas às outras, criando a densidade intelectual do filme. Neste filme a crise mundial não passa de pequena banda sonora que aparece por vezes em voz off.
A oposição de entre a cidade “real” que é mostrada pelo narrador e a representação da mesma criada pela pintora de cidades é o principal elo narrativo do filme. Esta oposição cidade “real” por vezes fria e dolorosa por vezes quente e protectora e a sua representação imagética mais fluida e profunda.
A dada altura o narrador compara Lisboa o seu berço à cidade que o acolheu por três anos. Lisboa é assim descrita como o útero quente que o abriga do mundo, enquanto Londres é a amante fogosa que mistura prazer com dor.
E assim o quadro cresce novas camadas são criadas e assim se sente o movimento e a vida da cidade. É este quadro que faz a narrativa mover-se sendo ele o transporte de informação do filme.
E tal como a sua modelo o quadro em constante mutação luta por conseguir atingir um final inalcançável. A pintora de cidades pergunta ao narrador - “Que tal está?” não se ouve resposta “E agora?”. Este diálogo representa a natureza mutável da cidade, a pintora de cidades observa a mutação constante fazendo desta mutação, enquanto o narrador a observa como um observador que não faz parte da acção.
Dá-se então a transição representação representado e por fim o até sempre à amante e o regresso ao útero.
No capítulo seguinte da película conhecemos a pintora de cidades, é neste momento que a personagem principal se transforma numa tela branca que presencia a recriação da cidade.
Dá-se então um confronto de visões narrador/artista. A artista que vê a cidade como um conjunto de linhas e contexturas que formam as várias estéticas, entra em cotejo com o narrador que se foca nas gentes que formam padrões sinergéticos.
Mas esta dicotomia de visões que enriquece as camadas do quadro, camadas essas, que se multiplicam sobrepondo-se umas às outras, criando a densidade intelectual do filme. Neste filme a crise mundial não passa de pequena banda sonora que aparece por vezes em voz off.
A oposição de entre a cidade “real” que é mostrada pelo narrador e a representação da mesma criada pela pintora de cidades é o principal elo narrativo do filme. Esta oposição cidade “real” por vezes fria e dolorosa por vezes quente e protectora e a sua representação imagética mais fluida e profunda.
A dada altura o narrador compara Lisboa o seu berço à cidade que o acolheu por três anos. Lisboa é assim descrita como o útero quente que o abriga do mundo, enquanto Londres é a amante fogosa que mistura prazer com dor.
E assim o quadro cresce novas camadas são criadas e assim se sente o movimento e a vida da cidade. É este quadro que faz a narrativa mover-se sendo ele o transporte de informação do filme.
E tal como a sua modelo o quadro em constante mutação luta por conseguir atingir um final inalcançável. A pintora de cidades pergunta ao narrador - “Que tal está?” não se ouve resposta “E agora?”. Este diálogo representa a natureza mutável da cidade, a pintora de cidades observa a mutação constante fazendo desta mutação, enquanto o narrador a observa como um observador que não faz parte da acção.
Dá-se então a transição representação representado e por fim o até sempre à amante e o regresso ao útero.
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