
-So I Really Loved Your Novel

-Dark , funny, perverted, beautiful.
-You must really suffer from the terrifying clarity of your visions.
-Thank you. I do suffer. Thank you.
in Bored to Death
sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
The Case of the Missing Screenplay
A Inocência do Rock

Girls são afinal dois rapazes californianos que nos trazem neste Inverno a inocência do Verão. Graças a estes dois rapazes somos transportados para tempos mais quentes, onde as cervejas geladas nos aquecem os corações cheios pelos amores de verão.
Fazendo canções Lo-fi, sem muitos acordes e embaladas pela voz frágil de Christopher Owens os Girls arriscam-se a ser em 2009 o que os MGMT foram em 2008
Já não se ouvia cantar a Califórnia assim desde um grupo de rapazes que dava pelo nome de Beach Boys nos obrigou a vestir os calções de banho e a ir surfar para a costa dos U.S.A. O surf rock dos Beach Boy é aqui a adaptado por Christopher Owens e Chet "JR" White para a geração do twitter, sem deixar de lado outras influências fundamentais como os Velvet Underground ou os Pavement.
“Album” é a crónicas das agruras ingénuas de uma idade de grandes emoções e muitas memórias coloridas.
Fazendo parte da nova vaga de bandas noise em conjunto com Wavves ou Vivan Girls “Album” é o álbum Pop que merece ser descoberto e redescoberto vezes sem conta.
Donos de canções verdadeiras demais para serem demasiado complicadas, são estas a canções que vão colorir todos os nossos dias vindouros. São estas canções Pop tão puras como pegajosas que vão parar a chuva e afastar as nuvens para dar lugar a um sol bem quente.
A Certeza dos Dias

Eles partem
enquanto eu chego
com uma fé perdida.
Com uma inequivoca certeza
viro-me para leste mas
já não encontro o sol.
Perdida a fé
encontro o sofrimento
da liberdade do mais
livre dos homens.
by Gonçalo Mata
Julian Casablancas

Depois de terem sido os cabeças de cartaz da nova vaga de rock alternativo do início do novo milénio, com o clássico instantâneo “Is This It”. Os The Strokes limitaram-se a gerir uma carreira sem grandes sobressaltos e sem grandes êxitos. Tornando-se assim vítimas do sindroma do primeiro álbum, curiosamente esse sindroma afectou também a maioria das bandas que viram a luz graças ao sucesso de “Is This It”.
Embora sem grandes êxitos os The Strokes mantiveram-se estáveis no panorama alternativo e com uma carreira consolidada como os The Strokes, os diferentes membros da banda lançaram-se em diferentes projectos desde carreiras a solo até colaborações passageiras. Gerando pelo caminho descendentes para o nome The Strokes tendo esses descendentes maior ou menor qualidade. “Phrazes For the Young” é a primeira incursão a solo de Julian Casablancas depois de várias colaborações com outros projectos. E é também o mais conseguido descendente criado pelos diferentes membros da banda.
Neste álbum Julian procura novas canções e experimenta novos caminhos sem nunca deixar de ser a voz dos The Strokes.
É curioso comparar “Phrazes for the Young” com o novo álbum de Paul Banks aka Julian Plenti, que tal como Julian é novo em trabalhos a solo. Onde Banks no seu novo álbum encontra uma nova personalidade Plenti, longe do seu som nos Interpol. Julian Casablancas mesmo procurando novas maneiras de fazer canções soa ao Julian Casablancas a voz dos The Strokes.
Um exercício interessante é imaginar que “Phrases for the Young” é o segundo álbum dos The Strokes, e pensar que talvez este seja um melhor descendente para “Is This It” do que “Room on Fire” ou “ First Impressions of Earth” alguma vez serão.
terça-feira, 3 de Novembro de 2009
domingo, 2 de Agosto de 2009
O Fascínio do Ruído

O Fascínio do ruído é algo intrínseco à existência do ser humano como individuo. O ruído quando percepcionado na sua forma pura e longe de um contexto, leva o cérebro do indivíduo a depressa buscar um contexto para o mesmo.
Mas o ruído pode ser usado para a criação de uma composição. Um ruído sozinho é algo intrínseco ao objecto que o produz. O ruído acompanhado e dentro de um contexto, dá origem assim a uma composição onde o ruído não se reduz no conceito anteriormente percepcionado pelo individuo. Ou seja o ruído perde a sua natureza intrínseca para fazer parte um aglomerado de sons e o contexto do mesmo é então ditado pelo por esse mesmo aglomerado, a composição.
Ou seja a origem do ruído deve ser irrelevante para a apreciação final da composição criada.
O ruído pode ser utilizado como arma obliteradora dos dogmas musicais, pois quando recorremos a esta filosofia sonora, utilizamos uma produção indeterminista. Que dá origem a uma composição desprovida de resultados pré-determinados mas é contudo provida de uma intenção real e pura. Sendo assim esta peça como um todo não se resume à soma das suas partes. Pois quando voltamos a separar as partes, estas estão desprovidas de qualquer arte, voltando assim a fazer parte do seu antigo contexto.
Logo ausência de música é a música em si mesmo.
“A melhor peça musical é aquela ouvimos sempre que estivermos em silêncio” John Cage.
domingo, 19 de Julho de 2009
sábado, 11 de Julho de 2009
terça-feira, 7 de Julho de 2009
30 Anos de Antígona
"Fundada em Junho de 1979, a editora Antígona iniciou a sua actividade com a publicação do livro Declaração de Guerra às Forças Armadas e Outros Aparelhos Repressivos do Estado. Esta obra emblemática anunciava já o programa editorial que se tem vindo a concretizar, sem desvios, ao longo de 30 anos. Hoje, com cerca de 200 títulos, a Antígona mantém a sua paixão inicial pelos textos subversivos, e vai continuar, ainda por muito tempo, a empurrar as palavras contra a ordem dominante do mundo.
Com um capital social de «enquanto existir dinheiro, nunca haverá bastante para todos», esta editora tem sobrevivido a todas as crises, adaptando o seu capital variável a cada momento. Refractária, resiste à acção do fogo, sem mudar de direcção.
No plano da edição, foi pioneira na forma como valorizou o trabalho do tradutor, dando-lhe força de autor ao colocar o seu nome na capa dos livros, um exemplo que não tem sido seguido por outras editoras.
Dos autores publicados, cerca de 150, a maioria era desconhecida do público português, dos quais destacamos: Laurence Sterne, Max Aub, Eudora Welty, Anselm Jappe, Lewis Mumford, Albert Cossery, Bartolomé de Las Casas, La Boétie, Zamiatine, Gabrielle Wittkop, Heinrich Eduard Jacob, Fonollosa, Jean Meslier, Herder, Karl Kraus, Max Stirner, Gómez de la Serna, Robert Bringhurst, Robert Michaels, Sharon Olds, Stig Dagerman, Uzodinma Iweala, Hubert Selby Jr., etc.
E assim conseguimos conquistar uma minoria absoluta, que nos sustentou nos 30 anos que agora celebramos festivamente."
texto de Luís Oliveira
Antígona
Bitte Orca

Depois do pindárico "Rise Above" o projecto Dirty Projectors volta a metamorfosear-se, a voz insana de Dave Longstreth acalma-se, Dave é agora o mentor. E vozes femininas conquistam o exterior de Vermont, no novo "Stilness Is the Move" um dos temas de Bitte Orca.
domingo, 5 de Julho de 2009
quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Como de momento não possuo o tempo necessário que este blog necessita da minha parte. Passarei a dar pequenas noticias e dicas através do Twitter. Portanto é possível agora acompanhar o my name is indie através do twitter enquanto eu não tenho a possibilidade de actualizar o blog.
quarta-feira, 17 de Junho de 2009
terça-feira, 2 de Junho de 2009
sábado, 2 de Maio de 2009
Especial Indie Lisboa #2
No capítulo seguinte da película conhecemos a pintora de cidades, é neste momento que a personagem principal se transforma numa tela branca que presencia a recriação da cidade.
Dá-se então um confronto de visões narrador/artista. A artista que vê a cidade como um conjunto de linhas e contexturas que formam as várias estéticas, entra em cotejo com o narrador que se foca nas gentes que formam padrões sinergéticos.
Mas esta dicotomia de visões que enriquece as camadas do quadro, camadas essas, que se multiplicam sobrepondo-se umas às outras, criando a densidade intelectual do filme. Neste filme a crise mundial não passa de pequena banda sonora que aparece por vezes em voz off.
A oposição de entre a cidade “real” que é mostrada pelo narrador e a representação da mesma criada pela pintora de cidades é o principal elo narrativo do filme. Esta oposição cidade “real” por vezes fria e dolorosa por vezes quente e protectora e a sua representação imagética mais fluida e profunda.
A dada altura o narrador compara Lisboa o seu berço à cidade que o acolheu por três anos. Lisboa é assim descrita como o útero quente que o abriga do mundo, enquanto Londres é a amante fogosa que mistura prazer com dor.
E assim o quadro cresce novas camadas são criadas e assim se sente o movimento e a vida da cidade. É este quadro que faz a narrativa mover-se sendo ele o transporte de informação do filme.
E tal como a sua modelo o quadro em constante mutação luta por conseguir atingir um final inalcançável. A pintora de cidades pergunta ao narrador - “Que tal está?” não se ouve resposta “E agora?”. Este diálogo representa a natureza mutável da cidade, a pintora de cidades observa a mutação constante fazendo desta mutação, enquanto o narrador a observa como um observador que não faz parte da acção.
Dá-se então a transição representação representado e por fim o até sempre à amante e o regresso ao útero.
sábado, 25 de Abril de 2009
Especial Indie Lisboa #1
A crítica é autobiográfica. Esta longa-metragem é uma espécie de realização de um fetiche recalcado de um qualquer crítico. O homem, o critico possui no seu cerne uma pulsão que o impele a fazer parte de algo. Neste filme o critico é mostrado como parte integrante e fundamental da construção cinematográfica, este filme é um objecto de prazer para o ego do ser crítico, um prazer que por vezes trás um gosto a fel.
O objecto do filme é a dicotomia entre o fazer e o criticar. É impossível separar estes dois conceitos, de que serve a realização da obra sem a apreciação da mesma, o oposto, a falta de obra também torna impossível a apreciação de algo. É possível pois considerar a critica como a validação da obra. O crítico é como referido no filme, em primeira análise um membro do público, um membro activo que exterioriza a sua opinião. A associação critico autor é algo impossível de dissociar. Bons críticos só existem em grandes obras. A procura pelo grande filme é o que impulsiona e move o crítico. Logo se uma grande obra é responsável por fazer um grande crítico, a boa crítica também é responsável pelo grande cinema o inverso é também verdade a má critica, dá também origem ao cinema medíocre. A boa crítica não tem a ver tanto com a opinião do crítico crua mas sim com a análise do mesmo tendo em conta os vários factores da obra. Pois a opinião de um crítico é algo em constante mutação. Tal como o autor evolui através dos seus trabalhos e as suas vivências, também o crítico cresce com os filmes que assiste. É assim no meio desta associação recíproca que o autor e o crítico vivem sendo o critico responsável por tomar conta da obra quando o autor a deixa ao capricho do público. Sendo o mesmo amor pelo cinema que move o autor e o crítico. O crítico é tão apaixonado pelo filme como o seu autor, e por vezes apodera-se do mesmo como se este fosse seu usando-o para uma masturbação intelectual. Kleber Mendonça Filho conhece bem os caminhos que ligam a realização e a critica sendo consagrado tanto numa área como na outra. Através dos depoimentos das gentes que se movem no meio cinematográfico, Kleber Mendonça Filho aqui utilizando uma faceta para analisar a outra, encontra a voz que mostra o cinema através do processo simbiótico entre estas duas facetas.
terça-feira, 7 de Abril de 2009
Curtas #5

Embora sejam prisioneiros em Espanha, estes quatro reclusos vêem do Brooklyn. Responsáveis por criarem pequenos momentos pop que nos embalam nos seus braços. Em cada nova música os Spanish Prisioners criam um novo mundo único, numa música podemos vê-los passearem-se pela folk enquanto noutro já são punks, sem nunca esquecer a pop adocicada. Todas as músicas centram-se nas letras escritas pelo vocalista Leo Maymind que admite dar mais importância às letras do que às próprias melodias. Este quarteto já teve a hipótese de partilhar os palcos com pessoas como John Vanderslice ou Daniel Johnston. Embora as músicas escritas por Leo Maymind sejam cheias de melancolia, é no brilho de esperança no fundo do túnel que as letras se centram.
Teenage Prayers

Acredito que um dos sonhos de Tim Adams tenha sido conhecer Steve Wynn tendo sido este, um dos heróis de adolescência do mesmo. Poucas pessoas têm a sorte de ter um dos seus heróis a produzir um álbum seu, contudo Tim Adams é um desses sortudos pois o produtor de “Everyone Thinks You're The Best” é Steve Wynn. Os Teenage Prayers são uma espécie de Hold Steady mais calmos e introspectivos. A palavra que melhor define o som da banda é América, a banda mescla o garage rock com o soul mas sempre com interior americano como fundo.
terça-feira, 31 de Março de 2009
Gregory Credson

O processo de criação das fotos de Gregory Crewdson é muito semelhante à criação de um filme desde a duração da planificação do processo, até à construção dos cenários e a luz artificial que se assemelha ao crepúsculo e envolve o ambiente das fotos. Gregory Crewdson é o realizador da desconstrução do sonho americano. As personagens nas fotos apresentam olhares que exprimem desde do desespero até à alienação. Embora as fotos possam parecer fazer parte de um storyboard, nenhuma delas contam uma história, cada foto representa um momento de transição. É nesse momento que Gregory Crewdson capta o abstraccionismo da vida banal. Existe quem critique a repetição do trabalho de Crewdson, ele responde dizendo que cada artista tem um tema e que a luta do artista é exprimir-se através desse mesmo tema. A verdade é que é impossivel não ser afectado por cada foto deste artista.
























