terça-feira, 10 de novembro de 2009

Improv Everywhere


Charlie Todd é a mente criativa por detrás deste projecto. Para Charlie o dia a dia não precisa ser monótono e aborrecido pelo contrário pode ser extremamente divertido basta para isso ser criativo. Ideias tão simples como uma estação de metro cheia de pessoas que se esqueceram das calças ou um enorme grupo de pessoas que segue indicações estranhas dos seus leitores de mp3, são autênticas odes ao bom humor.
Mas analisando estes hapennings de um modo mais sério podemos descrevê-los como instalações efémeras de arte humana.
A Improv Everywhere quer distanciar-se da moda das flash mobs, sendo que a Improv Everywhere se dedica a acções muito mais ambiciosas e bastante estudadas.
Charlie Todd é um manipulador da realidade, pintado com cores berrantes os dias mais cinzentos.



Girl at the Factory

at Lx Factory

Jerry Fuchs (1974-2009)


The Drummer will not be forgotten.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

The Case of the Missing Screenplay


-So I Really Loved Your Novel


-Dark , funny, perverted, beautiful.
-You must really suffer from the terrifying clarity of your visions.


-Thank you. I do suffer. Thank you.

in Bored to Death

A Inocência do Rock


Girls são afinal dois rapazes californianos que nos trazem neste Inverno a inocência do Verão. Graças a estes dois rapazes somos transportados para tempos mais quentes, onde as cervejas geladas nos aquecem os corações cheios pelos amores de verão.
Fazendo canções Lo-fi, sem muitos acordes e embaladas pela voz frágil de Christopher Owens os Girls arriscam-se a ser em 2009 o que os MGMT foram em 2008
Já não se ouvia cantar a Califórnia assim desde um grupo de rapazes que dava pelo nome de Beach Boys nos obrigou a vestir os calções de banho e a ir surfar para a costa dos U.S.A. O surf rock dos Beach Boy é aqui a adaptado por Christopher Owens e Chet "JR" White para a geração do twitter, sem deixar de lado outras influências fundamentais como os Velvet Underground ou os Pavement.
“Album” é a crónicas das agruras ingénuas de uma idade de grandes emoções e muitas memórias coloridas.
Fazendo parte da nova vaga de bandas noise em conjunto com Wavves ou Vivan Girls “Album” é o álbum Pop que merece ser descoberto e redescoberto vezes sem conta.
Donos de canções verdadeiras demais para serem demasiado complicadas, são estas a canções que vão colorir todos os nossos dias vindouros. São estas canções Pop tão puras como pegajosas que vão parar a chuva e afastar as nuvens para dar lugar a um sol bem quente.

A Certeza dos Dias


Eles partem
enquanto eu chego
com uma fé perdida.
Com uma inequivoca certeza
viro-me para leste mas
já não encontro o sol.
Perdida a fé
encontro o sofrimento
da liberdade do mais
livre dos homens.

by Gonçalo Mata

Ben Rayner



Ben Rayner

Harmonoise



Ipso Facto - noun - by the fact itself; by the very nature of the deed: to be condemned.

Julian Casablancas


Depois de terem sido os cabeças de cartaz da nova vaga de rock alternativo do início do novo milénio, com o clássico instantâneo “Is This It”. Os The Strokes limitaram-se a gerir uma carreira sem grandes sobressaltos e sem grandes êxitos. Tornando-se assim vítimas do sindroma do primeiro álbum, curiosamente esse sindroma afectou também a maioria das bandas que viram a luz graças ao sucesso de “Is This It”.
Embora sem grandes êxitos os The Strokes mantiveram-se estáveis no panorama alternativo e com uma carreira consolidada como os The Strokes, os diferentes membros da banda lançaram-se em diferentes projectos desde carreiras a solo até colaborações passageiras. Gerando pelo caminho descendentes para o nome The Strokes tendo esses descendentes maior ou menor qualidade. “Phrazes For the Young” é a primeira incursão a solo de Julian Casablancas depois de várias colaborações com outros projectos. E é também o mais conseguido descendente criado pelos diferentes membros da banda.
Neste álbum Julian procura novas canções e experimenta novos caminhos sem nunca deixar de ser a voz dos The Strokes.
É curioso comparar “Phrazes for the Young” com o novo álbum de Paul Banks aka Julian Plenti, que tal como Julian é novo em trabalhos a solo. Onde Banks no seu novo álbum encontra uma nova personalidade Plenti, longe do seu som nos Interpol. Julian Casablancas mesmo procurando novas maneiras de fazer canções soa ao Julian Casablancas a voz dos The Strokes.
Um exercício interessante é imaginar que “Phrases for the Young” é o segundo álbum dos The Strokes, e pensar que talvez este seja um melhor descendente para “Is This It” do que “Room on Fire” ou “ First Impressions of Earth” alguma vez serão.