quarta-feira, 11 de maio de 2011

IndieLisboa 2011: Les Amours Imaginaires


Les Amours Imaginaires é o segundo filme de Xavier Dolan, o primeiro “J'ai Tué ma Mère” foi exibido na edição 2010 do festival. O filme conta a história de um trio amoroso seguindo a tradição de filmes como “Jules et Jim”. Neste caso o objecto do desejo é Nicolas (Niels Schneider) que se coloca no meio dos dois amigos Francis (o próprio Xavier Dolan) e Mary (Monia Chokri). A chegada desta criatura de caracóis doirados cria uma fricção na amizade dos dois amigos, pois rapidamente se torna objecto do desejo destes amigos passando rapidamente do desejo ao desespero, quando os amigos entram cada vez mais num mundo de fantasia que ameaça destruir a ligação de Francis e Mary.

IndieLisboa 2011: ATTENBERG


Attenberg é mais um dos exemplos positivos do cinema grego que são apresentados no Indie Lisboa. Realizado por Athina Rachel Tsangari o filme sai depois de acontecer a crise económica na Grécia que quase deixou o filme a meio.
O filme conta a história de Marina uma mulher que foi criada longe das pessoas, abandonada pela mãe e educada pelo pai doente. Aos 23 anos Marina vive num mundo longe daquele do da maioria das pessoas. Marina conta então com a ajuda de Bella a sua melhor amiga que lhe irá ensinar aquilo que lhe escapou durante todos estes anos.

sábado, 7 de maio de 2011

The Barking Wall - Brendan George


Brendan George disse que a inspiração para esta série de fotografias foi uma recordação que tinha da sua infância. Ele lembrava-se como em criança tapava a sua cara e via o mundo por entre os dedos mas o mundo não o conseguia ver a ele. E é a partir desta memória que o autor criou estas imagens onde o sujeito se esconde num universo de memórias e imagens visuais que povoam a existência humana.





underwater - Erin Mulvehill


underwater é uma série de fotografias criadas pelo fotografo nova-iorquino Erin Mulvehill. Nesta série o artista cria criaturas fatasmáticas que se confundem com o meio que as rodeia.





quarta-feira, 4 de maio de 2011

Panda Bear - Tomboy


Noah Lennox antes do lançamento de Tomboy encontrava-se à beira do rio tal qual, o messias prestes a caminhar sobre água. Esta deve ter sido a sensação do músico Noah Lennox, Panda Bear para a maioria, quando o músico se lançou na demanda da produção desde seu quarto álbum a solo. Depois dos Animal Collective se terem tornando numa espécie de confirmação divina para o mundo underground da música mundial e também para o grande público. Depois de oito álbuns, principalmente os últimos dois que os colocaram numa espécie de limbo etéreo da critica. E depois de três álbuns conceptuais em nome próprio a pressão estava sem dúvida do lado de Noah. Durante meses a internet suspirou a cada nova notícia que ia transpirando para a internet. Foi neste clima que Tomboy foi lançado.

Os seus anteriores trabalhos antecipavam um pouco daquilo que por aí vinha, pequenas pistas iam se formando sobre a essência de Tomboy. A tendência conceptual de Person Pitch ou a aglutinação musical de Young Prayer eram sinais de Tomboy. Mas a verdade é que em Tomboy as estruturas das músicas são mais convencionais do que em Person Pitch ou Young Prayer. E é este facto que torna Tomboy um álbum à parte da maioria, enquanto a maioria destes artistas experimentais constrói o os seus temas apontando para o abstraccionismo tendo sempre na sua mente os caminhos já apontados por outros no passado. A mestria artística de Panda Bear permite-lhe um controlo que lhe dá uma liberdade de artificialismos formais. E é nesta simplicidade das formas que Tomboy brilha mais alto.

O álbum inicia-se com as seguintes palavras de Noah “Know you can count on me”, e nós acreditamos em Noah desde o inicio. É com este início a passos curtos que Tomboy se começa a formar entre os ruídos fantasmáticos que o acompanham por visões mais ou menos claras.
E é nestas tonalidades mais ou menos definidas que o álbum se constrói, porque se em Person Pitch Panda Bear se move por cores mais brilhantes, em Tomboy o artista divide-se em tons mais claros que nunca chegam ao negro, passeando sempre nos tons mais cinza.
No seguimento do álbum chega-nos o tema homónimo do álbum e Slow Motion dois momentos de música pop madura com sentimento, que poucos conseguiram criar com tanta mestria. Estas músicas são de uma intensidade hipnótica que nos remete para o universo mais pessoal do artista.

Sempre em crescendo chega-nos Surfer Hymn, se anteriormente Noah havia trabalhado em cima de um quadro branco com muito poucos tons caminhado num espaço aberto criando desse modo verdadeiros turbilhões emocionais. Em Surfer Hymn acrescenta mais umas pinceladas que nos remetem para momentos mais conhecidos da carreira do artista. Aqui somos transportados para uma semi-explosão que nunca chega a explodir como costuma acontecer no universo dos Animal Collective, aqui Panda Bear tem sempre o controlo atingido pontos que seriam impossíveis atingir não tivesse ele a maturidade suficiente e a noção clara da intensidade que quer impor à canção.

Em Last Night At The Jetty é talvez onde Panda Bear esteja mais afiado tendo aqui atingido, talvez o ponto mais feliz do álbum. Entre o equilíbrio dado pelo crescimento gradual, entre o inicio industrial e a pérola melódica que pinta o restante da faixa que mistura com os vocais sempre certeiros do artista.

Ao analisar este álbum vale a pena referir as heranças dos Beach Boys e principalmente de Brian Wilson nas músicas que aqui são apresentadas. Fazendo sem dúvida os Beach Boys parte deste universo melódico do artista.

Drone a música que se apresenta a meio do álbum está nessa posição por necessidade estrutural servindo de retiro e reflexão para aquilo que acabamos de ouvir e como preparo para aquilo que ainda iremos ouvir. Uma pausa etérea para o café.

No tema seguinte a energia volta a correr nas veias de Panda Bear, atingindo assim com os refrões e a orquestração de Alsatian Darn pontos onde já havia tocado nos seus anteriores trabalhos. Esta música local do álbum onde as tonalidades parecem menos monocromáticas fazendo lembrar mais Young Pitch.

Já a caminhar para o final do álbum temos Scherazade e Friendship Bracelet, a parte mais límpida do álbum tal qual as gotas cristalinas da chuva tropical que caiem na face de Noah em Friendship Bracelet não esquecendo também o psicadelismo espacial de Scherazade.

Ainda antes de terminar o álbum temos um pouco de Lisboa no álbum deste norte-americano. Benfica é uma excelente história de uma multidão que aplaude de pé.

AfterBurner é a despedida em festa numa pista de dança algures num planeta qualquer desta constelação de Tomboy.

Tomboy é sem dúvida uma aposta ganha de Panda Bear e a prova que o músico tal qual a lenda também é capaz de caminhar sobre a água. Tomboy é isto, uma viagem a um novo universo aberto ao público por Pandar Bear. Tomboy é um Bing Bang na indústria musical que criou este universo de múltiplas camadas e com onze planetas que vale a pena visitar. Fica a certeza porem que daqui a milhares de anos continuaremos a viajar nas estrelas com Panda Bear.

Fact Night: Lisboa

Photobucket
A festa de lançamento da revista FACT versão portuguesa será no dia 5 no Lux e contará com a presença de nomes como Jamie XX (dos xx) e os Gala Drop. Os bilhetes serão 12 euros e prometem festa pela noite dentro.

Ilustração #7

CRACK!
SMACK!
THUDD!
ZING!
SOC!

Saur - Saur ep


Os Saur, banda desconhecida para a maioria lançam uma espécie de brinde ao panorama musical português. O ep homónimo é edição de autor e os quatro temas do quarteto português ainda não dão certezas de nada, talvez algumas promessas que talvez mereçam ser desenterradas com cuidado. O poder da banda é indiscutível faz lembrar uns Paus pouco interessados nas pistas de dança. A sonoridade deste quartehttp://www.blogger.com/img/blank.gifto de Alverca é uma espécie de fusão entre o Post-Rock e um rock perdido na areia do deserto. Os acordes iniciais de “Alien Dinosaur Explosion” que mais tarde se irão repetir ao longo do tema são fenomenais, tal como o restante tema que é sem dúvida o ponto mais alto do ep. Os primeiros temas deste primeiro ep agarram-nos pelos colarinhos não nos deixando respirar com tamanha agressividade electrizante. Chegados ao terceiro tema a fera amansa e somos apresentados um tema mais reflexivo, com camadas mais amplas e com tonalidades com menos sabor a terra. O ep acaba num equilíbrio perfeito entre os diferentes pontos que haviam povoado o ep até então. O ep encontrasse disponível para download gratuito, vale a pena conhecer estes quatro temas desta banda de Alverca. Resta apenas referir dois pontos, em primeiro lugar o facto de Makoto Yagyu ter posto a mão na produção do ep e segundo perceber que o post-rock se está a tornar numa sonoridade que começa a povoar muitas das novas bandas portuguesas.

Álbum Novo dos Animais Selvagens


O terceiro álbum dos Wild Beasts está a poucos dias de ser lançado. “Smother” será o álbum que irá suceder a “Two Dancers” de 2009. Depois das duas confirmações que foram os dois primeiros álbuns do quarteto de Kendal, espera-se que “Smother” possa ser uma das grandes surpresas de 2011. Embora não tão antecipado como outros álbuns de outras bandas, “Smother” pode vir a ser um outsider nesta corrida. As audições que foram possíveis antes do lançamento do álbum antecipam um álbum mais despido e centrado no essencial da banda. O talento vocal de Hayden Thorpe torna-se em “Smother” ainda mais do que nos álbuns anteriores a espinha dorsal da composição das músicas. Para nos aguçar o apetite daquilo que vem por ai fica o vídeo da nova música “Albatross”. O visionamento do vídeo não nos deixa dúvidas da capacidade desta banda de criar momentos de uma beleza sem limites, transpirada pelos esporos da inquietude da banda.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Somewhere to Disappear


“Somewhere to Disappear” é um filme que acompanha o fotografo Alec Soth durante uma viagem pelo continente norte-americano onde o artista procurou pessoas que se tenham alheado da sociedade. Mais do que analisar estas pessoas que vivem nas margens da sociedade, Alec Soth debruçou-se sobre o sentimento de fuga presente nas pessoas que vivem nesta sociedade pós-moderna.
Qual é o ímpeto que leva as pessoas a esconderem-se nas montanhas ou em grutas? É esta a pergunta que Alec Soth fez a si mesmo nesta viagem. O filme foi realizado por Laure Flammarion e Arnaud Uyttenhove os dois fizeram milhares de quilómetros do banco de trás da carrinha do artista enquanto este tentava montar o projecto “Broken Manual”.