domingo, 22 de março de 2009

Novo álbum de Dylan

O mais recente álbum de Bob Dylan já com data marcada para o seu lançamento 27 de Abril, tem também já nome escolhido. "Together Through Life" é o nome escolhido para o álbum que sucede a "Modern Times". Segundo Dylan o álbum tornou-se real depois do convite do realizador Olivier Dahan para Dylan fazer a banda sonora do seu mais recente filme "My Own Love Song". Segundo Bob Dylan o som do álbum terá grandes influências das editoras Chess Records e Sun Records, as letras das canções por sua vez terão um grande cariz romântico.

Aquaparque



A música portuguesa tem apresentado sinais de crescimento, tanto em quantidade com em qualidade dos seus intervenientes. Os Aquaparque são um exemplo atípico do que se faz hoje em dia em Portugal. Não utilizando para se expressar a vertente rock muito presente nas bandas portuguesas actuais, os Aquaparque ignoram todos os pressupostos que se espera de uma banda lusitana, e isso faz deles talvez o projecto mais interessante desta terra de poetas.
O duo conheceu-se em Santo Tirso e assim começa a história dos Aquaparque, André Abel e Pedro Magina juntam-se para dar origem a um projecto diferente no panorama português.
O som do primeiro álbum da banda “É isso Aí”, por ser encontrado a meio de um encontro entre os Animal Collective e os Pop Dell´Arte. Com uma dimensão épica cada música é construída com fundamentos psicadélicos e pop destruturada e um rock espacial.
Uma coisa é certa este duo não tentou ir pelo caminho mais fácil, isso pode se ver nas canções que por vezes se fecham em si mesmas, afugentando o ouvinte mais incauto, até a estética do álbum renuncia aos padrões tendo sido escolhido deixar de lado o nome da banda e o titulo do álbum. Mas neste turbilhão de construções e desconstruções, os Aquaparque não esquecem a sua essência portuguesa, sendo que este primeiro álbum não se esquece de ir mostrando aqui e ali algo da história pop deste nosso pai à beira mar plantado. Este álbum é oficialmente a surpresa de 2009, e esperemos uma confirmação para a música que se faz neste pequeno país.

sábado, 21 de março de 2009

Department of Eagles

Department of Eagles


"Soundwalk-style, you know, just like these wonderful little audio guides do, walking people through some areas of Paris or New-York using MP3s which are synchronised with the walker’s pace and whose soundtrack makes you feel like you’re the main protagonist of a movie. Well, we shot that movie, and Department Of Eagles was our guide." in La Blogotheque

Lançamentos #1

Aqueles que vão sair já saíram ou estão para sair.


Asobi Seksu – Hush

Este é o terceiro álbum da banda de shoegaze Asobi Seksu. Depois de "Citrus" (2006) ter figurado nas tabelas de melhor álbuns do ano, os Asobi Seksu decidem seguir a mesma formula do álbum anterior e transferi-la para este novo álbum. Com uma produção mais cuidada, "Hush" continua a contar com a lindíssima voz de Yuki Chikudate abafada pelas melodias electrificantes da banda.

Bat for Lashes – Two Suns

Natasha Khan está também de volta, desta vez mais madura e longe das comparações do passado. Sem medo de inovar Natasha Khan liberta-se e procura novas vertentes e novos sons sempre com a sua voz como pilar das canções. Com a ajuda de nomes como Scott Walker ou os Yeasayer, Natasha Khan constrói mais um álbum a reter na história dos Bat for Lashes e torna-se uma das vozes femininas mais importantes do mais recente panorama musical.

M. Ward – Hold Time

M. Ward volta ao registo a solo em "Hold Time" depois da sua parceria com Zooey Deschanel nos She and Him. M. Ward revela-se estar altura dos seus anteriores álbuns e talvez até melhor. Em "Hold Time" M. Ward mostra-se mais solto mais criativo abordando cada música deste novo álbum de uma forma diferente. Neste novo álbum o cantautor é o herói desta viagem por novos pastos e novos sons.

Dent May & His Magnificent Ukulele - The Good Feeling Music of Dent May & His Magnificent Ukulele

Ao contrário dos últimos álbuns “The Good Feeling Music of Dent May & His Magnificent Ukulele” é o álbum revelação de Dent May, um rapaz do Mississipi, que com o seu ar kitsch é quase uma paródia do músico Indie comum. Neste álbum lançado pela Paw Tracks (editora dos Animal Collective) Dent May percorre melodias tradicionais, que o mesmo molda e transforma em música pop.

Metric de Volta


Depois do boom criado pelo primeiro álbum dos The Strokes muitas bandas foram criadas. Nessa época graças ao fenómeno O.C. (em portugal traduzido para na Terra dos Ricos) e graças ao sucesso de bandas como os The Strokes várias bandas "Indie" floreciam, no meio dessas bandas houve uma que me chamou à atenção. Essa banda eram os Metric para além de um som a que eu não estava habituado (nessa altura era um jovem em plena descoberta musical), a banda era canadiana, eu sempre tive sempre uma certa predilecção pelas bandas vindas desse país a norte dos EUA. A voz de Emily Haines ecoou assim durante alguns meses no meu iPod (na altura um ipod shuffle da primeira geração). Ao primeiro álbum dos Metric seguiram-se "Live It Out" o segundo álbum dos Metric e a tentativa de carreira a solo de Emily Haines, sendo que nenhum deste dois se mostrou à altura do álbum de estreia. Em 2007 os Metric lançaram "Grow Up and Blow Away" um álbum gravado em 2001 que não tinha visto a luz do dia até então. Esse album trazia os Metric até ao nível conseguido com "Old World Underground, Where Are You Now?" o primeiro álbum da banda.
O novo álbum dos Metric denominado "Fantasies" está previsto para 7 de Abril, depois do primeiro single "Help I'm Alive" mostrar-se como uma mistura do lado mais intimista da carreira a solo de Emily Haines e o New Wave dos Metric. "Gimmie Sympathy" o mais recente single deste novo álbum parece trazer os Metric às suas origens espera-se um grande álbum.
Gimme Sympathy

MGMT FEVER

Fãs de Talking Heads

Eu sei que já se passaram alguns anos desde esta actuação ao vivo, mas aposto que as pessoas mais atentas conseguem este duo. Corria o ano de 2003, o local Wesleyan University. Aqui o duo ainda longe do sucesso intrepetava o tema "This Must be the Place" dos Talking Heads

Dr. Jekyll and Mr. Hyde


O filme de Rouben Mamoulian foge por vezes à história imaginada por Robert L. Stevenson, mantêm a sua essência a luta entre a razão o lado selvagem do ser o humano, a eterna luta com monstro que se esconde no interior do ser humano. Rouben Mamoulian mostra com este filme de 1931 como se conta uma história utilizando para isso uma câmara. Rouben Mamoulian transfere o papel principal para a narrativa, com as suas transferências de cena e planos inovadores tanto para época como para actualidade. A primeira sequência de transformação de Dr. Jekyll em Mr. Hyde é de uma engenhosidade sem paralelos, Mamoulian para criar o efeito genial utiliza um conjunto de filtros coloridos que conjunto com uma maquiagem contrastante, fazendo com que a mesma apareça ou desapareça consoante necessidade. O expressionismo teve uma influência em Mamoulian neste filme. E assim graças Mamoulian e as interpretações de Fredric March e Miriam Hopkins este é a adaptação suprema de O Estranho Caso do Dr. Jekyll e de Mr. Hyde. Assim este filme de 1931 é uma colecção de fotogramas essenciais a quem se considere um cinéfilo ou pelo menos aprecie o cinema.

O Império do Sol


O nome será uma possível referência ao filme de Steven Spielberg, mas a banda pouco tem a ver com o drama de 1987. Empire of the Sun o projecto paralelo de Luke Steele dos The Sleepy Jackson e Nick Littlemore dos PNAU, vem ganhando um hype imenso é grande parte devido às comparações feitas aos MGMT. Para além de estética no mínimo atípica os Empire of the Sun chegam para colher os frutos das portas abertas por Oracular Spectacular. Mas Luke e Nick não se juntaram para recriar uma espécie de irmão mais novo dos MGMT. Os Empire of the Sun mantêm o psicadelismo mas fogem ao rock, mostrando-se bastante à vontade no seu lado electrónico. Walking on a Dream mostra-se assim como um álbum autónomo e coerente, esperemos que este duo seja capaz de conseguir recolher os frutos do seu trabalho árduo, sem precisarem da ajuda das comparações mais óbvias.

sexta-feira, 20 de março de 2009

A Dicotomia de Patrick Wolf


Em Magic Position Patrick Wolf aparece rodeado de cores vibrantes num cenário que relembra o conto de Lewis Carroll. Dois anos corridos, Patrick Wolf mostra uma nova faceta em The Bachelor. Com uma estética antagónica à do seu último trabalho Patrick Wolf, mostra uma nova imagem imbuída de referências à cultura sadomasoquista. Onde havia cor e inocência Patrick Wolf mostra preto e hedonismo. De volta aos sons mais electrónicos desta vez com inspiração do synth pop. Para conferir em baixo o novo single de The Bachelor, Vulture.