terça-feira, 1 de julho de 2008

A Palavra do Senhor


Daniel Smith é um cristão crente na noção de um ser superior, mas Daniel é principalmente crente na noção de família. Mas como é que este homem de família cristão se tornou na nova sensação indie do momento. Tudo começou quando Daniel Smith (Danielson) começou a gravar algumas músicas que viriam a fazer parte do álbum “A Prayer for Every Hour” junto com alguns membros da sua família. Esse mesmo álbum iria servir de tese final do seu curso de artes, tese essa que viria a receber nota máxima. E foi assim que junto da sua esposa, filhos, irmãos e amigos decidiu espalhar a música do senhor. E é no meio desta confusão harmoniosa de vozes em falsete, precursões alucinadas, guitarras vibrantes e sinos que nos levam até as músicas pop anos 60 que Danielson evangeliza as massas.
Em pleno ano de 2006 os Danielson decidiram agraciar a nós meros mortais com mais uma obra do Senhor na terra denominada por Daniel Smith de “Ships”.
Em “Ships” no meio dos irmãos, pais e filhos conseguimos encontrar também nomes conhecidos de outras lides como a estela da folk Sufjan Stevens ou Greg Saunier dos Deerhof ou o técnico de som Christiaan Palladino, vendo a inclusão destes nomes ao núcleo criativo seria de esperar que os momentos mais brilhantes fossem da responsabilidade destes senhores mas não o brilhantismo é todo responsabilidade da loucura criativa de Daniel Smith.
O álbum é como que um catarse promovida pelo gospel alucinado dos oboés, dos sinos pelo falsete de Daniel que evangeliza sem nunca deixar de ser pop, que é freak sem deixar de ser crente.
É no meio dos loops, dos efeitos de sons desta loucura controlada que Daniel se sente como peixe na água, são os beats alucinantes que nos movem de música em música e acompanham a mensagem.
É no meio das frases do senhor que Daniel Smith constrói as letras que vão se fundir à música promovida por esta família.
Este álbum serviu para pôr este ateu assumido a pensar na palavra do senhor, nem que seja apenas durante o tempo que estas onze músicas demoram a chegar ao final.

Danielson - Did I Step on Your Trumpet

Live From Glastonbury


Máquina do Tempo #2

O ano que se vivia era o de 1999 e estávamos a poucos meses do início de um novo milénio, mas antes do fecho das contas da década de 90, os The Dismemberment Plan tiveram tempo ainda de inscreverem o seu nome na história dessa mesma década com “Emergency & I”.
Para quem não se lembra ou nunca tenha ouvido falar os The Dismemberment Plan ou D-Plan para os amigos eram um quarteto de Washington, de Indie Rock conhecido pelas suas letras orelhudas e músicas cheias de energia. Embora vindos Washington e também pertencendo à escola do art-punk os D-Plan fugiam um pouco às bandas suas conterrâneas como os Fugazi ou os Jawbox que se mostravam muito mais hardcore. Os D-Plan por seu lado tocavam um indie rock típico da época com uma atitude jazzy, com as suas guitarras vibrantes e o ritmo de bateria imposto Joe Easley. Devido ao beats excitantes da banda a pitchfork chegou a chama-los de pais do movimento Dance Punk dando-lhes créditos pela explosão de bandas do género que se fez sentir no inicio dos anos 2000.
Foi em Outubro de 1999 que o penúltimo álbum da banda viu a luz do dia. Na concepção de “Emergency & I” as mais distintas influências parecem ter feito parte do processo de criação desde a soul até ao techno, Travis Morrison e colegas percorreram as suas prateleiras de vinis em busca do som certo para o álbum. Depois de encontrado o som para este álbum bastou juntar a voz pouco usual de Travis Morrison que parece colar-se perfeitamente nas doze músicas de “Emergency & I”. A guitarra e a batida parecem por vezes esbater-se na voz de Travis, que não sendo especialmente acutilante, é particularmente perfeita nos versos de “A Life of Possibilities”.
Seguindo uma abordagem simples e directa os D-Plan parecem ter se divertido bastante com a concepção deste álbum. E para história ficaram músicas como “You Are Invited” que ainda hoje não nos sai da cabeça com seu ritmo que serve de hino ao indie rock americano dos anos 90. É só pena que Travis Morrison não tenha sido propriamente feliz na sua carreira a solo.

domingo, 29 de junho de 2008

Riding Pânico


Os Riding Pânico são uma banda portuguesa de Lisboa que se move por composições Post-Rock normalmente características de bandas radicalizadas em outros pontos do globo.
Formados por membros dos “If Lucy Fell” e “Meneater” bandas conhecidas no circuito nacional por uma sonoridade mais pesada, os Riding Pânico movem-se por outros caminhos. Os Riding Pânico encontram-se mais à vontade em sons melancólicos com orquestrações rock muito intensas, construídas sobre várias camadas eléctricas que flúem nos loops de guitarras.
Os Riding Pânico embora menos soft que algumas das bandas do género são sem dúvida mais hardcore que a maioria.
E assim os Riding Pânico vão criando uma história pelos palcos de Portugal onde já escreveram várias actuações memoráveis no mapa deste país. Na história desta banda já figuram dois eps e um álbum de originais que os tornaram mais conhecidos no meio underground português. A este septeto apenas esperamos que se torne na confirmação que vem vindo a prometer desde do seu início.

sábado, 28 de junho de 2008

Marnie Stern


Marnie Stern é uma guitarrista de Nova York, que tem como principais influências o riot grrrl, em especial a atitude agressiva e vozes fortes dos Sleater-Kinney. Embora possua o credo Indie não tem medo de pisar terrenos pouco seguros para os da sua espécie. O som de Marnie Stern é puro rock suado sem esquecer o noise dos Sonic Youth e o hardcore dos At the Drive-In. Considerada por muitos críticos como uma guitarrista exímia e conhecida por um estilo um pouco atípico de tocar guitarra, Marnie Stern lançou no ano passado "In Advance of the Broken Arm" album que recebeu boas criticas da imprensa de Nova Iorque. Aqui fica "Every Single Line Means Something" musica retirada desse mesmo álbum.

Michael Turner (1971-2008)

All the Stars are Dead Now




in "Y: The Last Man #6" by Brian K. Vaughan and Pia Guerra

quinta-feira, 26 de junho de 2008

George Calin 1937 - 2008

No passado dia 22 George Carlin um dos melhores artistas de stand-up comedian vencedor de quatro Grammys faleceu com 71 anos. Conhecido pelo seu humor negro acutilante sem medo de passar a linha do politicamente correcto. Aqui fica um momento protagonizado por George Carlin onde o autor disserta sobre a religião.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Spiritualized


Jason Pierce voltou à Terra e trouxe consigo "Songs in A&E" o seu mais recente álbum de originais. Ao fim de algumas audições é perceptivel que Jason Pierce não se limitou a juntar algumas canções e gravar mais um álbum. "Songs in A&E" é o documento de uma fase difícil do autor que esteve numa situação quase fatal, mas conseguiu encontrar o caminho de volta a casa. E este álbum acompanha o autor enquanto este revê esse mesmo caminho.
Os elementos chave dos álbuns anteriores contiuam presentes, o gospel, o jazz e o rock contiuam a ser o triunvirato sagrado para os Spiritualized.
As referencias ao fogo e à alma também continuam presentes como é possível observar no titulo desta música "Soul on Fire"

terça-feira, 10 de junho de 2008

Natalie



"-Do you know what i do when i feel completely unoriginal?
- I make a noise or i do something that no one has ever done before ant than i feel unique even if it's for like a second"