quinta-feira, 14 de abril de 2011
BES Photo 2011

A artista Manuela Marques foi a vencedora da 7ª edição do prémio BES Photo. O prémio foi anunciado na terça feira numa cerimónia que se realizou no museu Berardo.
Este ano pela primeira vez o prémio foi alargado a artistas de nacionalidade brasileira ou artistas de países africanos que falem português, para além de Manuela Marques estavam nomeados Carlos Lobo, Kiluange Kia Henda, Mário Macilau e Mauro Restiffe.
Do júri internacional que analisou as obras dos diferentes artistas faziam parte Agustín Pérez Rubio, crítico de arte e director do Museo de Arte Contemporáneo de Castilla e Léon, Awam Amkpa, director e professor de estudos africanos e artes performativas na Tish Scholl of Arts da Universidade de Nova Iorque e Jean-Hubert Martin, curador e director do The French & American Museum Exchange.
A vencedora e os nomeados terão as suas obras expostas no Museu Berardo até ao dia 13 de Junho.
O prémio BES Photo foi criado em 2004 e trata-se do maior galardão em Portugal para artistas que utilizam a fotografia como instrumento artístico. O prémio já galardoou nomes como os de Daniel Blaufuks ou Filipa César.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
..DANIELS..

Daniel Kwan e Daniel Scheinert para o mundo são os Daniels, um nome que já se tornou uma marca. São mais conhecidos pelos videoclips que realizaram mas no seu currículo já faz parte por exemplo um trabalho para a Levis.
Os dois conheceram-se na escola onde ambos estudavam animação 3D. Os dois chegaram a este mundo vindo de dois universos completamente opostos um dele tornou-se viciado nos média graças ao pai que era um consumidor de tudo de tudo um pouco, o outro descobri-o a realização depois de perceber que nunca seria um bom actor de teatro. Embora a sua formação tenha sido em animação 3D não lhes interessa a perfeição matemática do 3D. Os dois definem-se como nadas perfeccionistas, tendo um modo de criação completamente orgânico. Tendo como principais preocupações a construção narrativa e os personagens não esquecendo é claro os efeitos especiais que os caracterizam.
O duo começou a dar nas vistas com o vídeo “Pigeons” feito para a banda The Hundred in the Hands. O vídeo documenta uma noite onde uma rapariga acaba a vomitar fogo de artifício depois de ter ingerido demasiada tequila.
O seu mais recente trabalho foi o videoclip “Simple Math” para os Manchester Orchestra. Nest vídeo o duo não gastou os efeitos especiais todos que tinha na mala criando um videoclip muito mais equilibrado que os anteriores.
Os Daniels parecem com este videoclip terem finalmente encontrado equilíbrio perfeito ente o estilo e substância.
terça-feira, 12 de abril de 2011
O Novo Álbum de Norberto Lobo
O novo álbum do artista português Norberto Lobo já tem título e data de lançamento marcado. O álbum “Fala Mansa” sairá no próximo dia 11 de Maio. Será o seu terceiro disco, o segundo pela editora Mbari. O lançamento de “Fala Mansa” será marcado por um concerto no mesmo dia do lançamento do álbum que se irá realizar no Teatro da Trindade. O disco foi gravado em Mértola, pleno Alentejo e neste registo poderemos ouvir pela primeira vez a voz deste experto da guitarra.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
The Magic Place
Já lançou “Sanguine” e o ep “Florine” e lança agora o álbum “The Magic Place”, Juliana Barwick é uma artista que tem como espinha dorsal do seu trabalho a sua voz. Não se deve no entanto pensar que a sua música é desprovida de uma vasta palete de melodias, porque a sua voz está longe de estar despida nas suas canções. Juliana é uma criadora de camadas musicais que usa para suportar a sua voz. Estas diferentes camadas envolvem a sua voz e criam ambientes que dão uma noção de espacialidade musical ao ouvinte. Estes ambientes transportam-nos para universo onde a música nos aguça os sentidos, dando-nos a sensação de um espaço provido de textura e profundidade. Ela é depois capaz transforma esse cenário idílico ultrapassando as barreiras formais do mesmo. Vale a pena ficar com a música que dá nome ao álbum, o vídeo foi realizado por Jacob Corbin.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Poolscapes

Karina Laval é uma francesa nascida em Paris que trabalha em Nova Iorque. O conjunto de fotografias aqui apresentadas que fazem parte da série “Poolscapes” que consiste em registos feitos em várias piscinas. As fotografias são sobresaturadas apresentando fortes contraste em tons quentes e frios. Nesta série Karina Laval cria fantasmas, testando a barreira que separa a realidade e a ficção. Os corpos aqui apresentados não possuem limites definidos ultrapassando a barreira materialidade. Segundo a artista a mesma tentou criar imagens que a transportassem para as suas recordações da infância.



Ilustração #4



Karolin Schnoor é uma artista perita em ilustrações que utilizam padrões nos remetem para a cultura popular. O seu trabalho já foi incluído no grupo da folk art. Quando lhe foi questionado o porquê deste género estar tão na moda ela respondeu dizendo que "existe uma sensação de nostalgia inerente a esta forma de arte". Numa sociedade tecnocrata em que a tecnologia domina o nosso dia a dia compreende-se a necessidade da sociedade procurar as suas origens num passado comum.
Toro Y Moi - Underneath the Pine
Chaz Bundick A.K.A Toro Y Moi surpreendeu o mundo com a sua mestria no domínio de uma linguagem electrónica muito pessoal e inventiva que apresentou no seu álbum de estreia “Causers of This”. Este som fresco pôs as cabeças de muitos ouvintes em polvorosa, originando críticas fervorosas que o colocaram como líder um grupo de artistas a quem colocaram o rótulo chillwave. O hype criado à sua volta foi monstruoso, lançado apenas um ano depois “Underneath the Pine” é a ressaca do sucesso do álbum anterior. Toro Y Moi podia neste segundo álbum ter repetido a fórmula que lhe trouxe sucesso no passado, garantindo assim outro possível sucesso. Mas a verdade é que com apenas um ano separando o lançamento de “Causers of This” e “Underneath the Pine”, ouvindo o segundo álbum, os dois álbuns parecem ter vindo de dois universos criativos completamente díspares.
O copy/paste feito no seu quarto que deu origem a “Causers of This” foi substituído por uma viagem a um passado recente que lhe trouxe novas ideias e muitas referências.
Chaz Bundick deu uma volta à chave do Delorean e viajou até uma pop retro a qual emulou e reinterpretou com uma grande mestria. As camadas electrónicas foram substituídas por instrumentos ao vivo e Beach Boys.
Para alguns o caminho pioneiro na electrónica percorrido por Chaz Bundick no primeiro álbum perdeu-se.
Outro ponto que se perdeu neste segundo álbum foi a unidade formal do primeiro álbum. No novo álbum Toro Y Moi passeia-se por vários géneros desde o Funk, Disco até tonalidades etéreas, não esquecendo as pontuações marcadas pelos beats de hip hop da velha guarda.
Mas a verdade é que Toro Y Moi continua tão inovador como no primeiro álbum e com certeza muito mais seguro das suas capacidades enquanto músico. Sem esquecer que a voz de Toro Y Moi que continua a ser um ponto forte nas suas canções.
“Underneath the Pine” é um grande álbum que em nada fica a dever ao álbum de estreia do músico. É simplesmente diferente e eu aprecio a diferença.






