segunda-feira, 26 de março de 2012
Small Hands
quinta-feira, 22 de março de 2012
John Maus, We Must Become the Pitiless Censors of Ourselves
Certo pensamento pós-modernista define a música com uma arte das profundezas e é nessas mesmas profundezas que John Maus se realiza. O álbum We Must Became the Pitiless Censors of Ourselves lançado no passado ano por John Maus é um álbum de catábase, uma descida ao abismo que implica uma renovação interna homem. É sobre esta égide temática e formal que o álbum de John Maus se desenvolve.
Recuando no tempo encontramos as colaborações de John Maus e Arial Pink, desde esse tempo é possível verificar uma convergência dos trabalhos lo-fi de Maus, para um new wave cada vez mais marcado. Na formação da obra de Maus é também importante recuperar o interesse do autor na obra de Michael Pisaro. É possível verificar nas fundações estéticas das obras do artista muitas das preocupações de Pisaro. Embora autor de Love is Real partilhe muitas das soluções e preocupações de Pisaro, o objecto de trabalho de Maus é a música pop. Compreende-se portanto a preocupação de Maus com os limites e as possibilidades deste género.
Partindo de um sistema minimal We Must Became the Pitiless Censors of Ourselves funciona como um estudo do outro, do espaço vazio entre humano e o primitivo. Maus mais do que um revisionista, aponta para o futuro sem medo do insensato e armado com um qualquer sintetizador cria os ambientes virgens do porvir. Assim como um feixe de luz corta o vazio negro também a voz de Maus surge no infinito rítmico da sua composição melódica pluricamada. Mais refinado que anteriormente o novo álbum repete o apocalipse e o absurdo presente nos anteriores trabalhos do músico. Nas várias músicas do álbum desfaz a coerência interna da sua melodia colocando ruido em sítios inusitados, caminhando em direcção ao abstracionismo formal. Nem o título do álbum é inocente remetendo para uma citação do filósofo francês Alain Badiou, que revela a atitude crítica do autor, este acredita que neste mundo em que informação é recebida a lote devemos ser os primeiros a censurar as trivialidades que nos rodeiam. John Maus consegue em We Must Became the Pitiless Censors of Ourselves realizar aquilo que se propôs tendo construído um edifício de pura mestria que existe em si mesmo seguro do seu lugar neste incoerente universo.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Ilustração #11
O ilustrador chileno Alvaro Tapia é mormente reconhecido pelos seus retratos, marcados por um estilo grotesco, que joga com cores frias que contrastam com as cores claras usadas em certos pormenores da anatomia das figuras. Na colecção aqui apresentada o designer chileno, a trabalhar em Espanha, recria as principais figuras do horror série b, sempre com um twist. Para além desta colecção vale também a pena passar pelo site do ilustrador, onde podem encontrar conjunto de ilustrações onde o ilustrador desconstrói com mestria a anatomia humana. Para além do site do autor podem também ver o trabalho de Alvaro Tapia em várias revistas como a Wired e Rolling Stone.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Corvo Records
Da nova editora Corvo Records já se conhecem algumas bandas,
a primeira destas com algo editado foi Marmalard. Projecto com assinatura de Sérgio
Dinis ex-membro dos Iconoclasts, viaja por paisagens sonoras electrónicas que
podemos atribuir à IDM. Os outros dois projectos já conhecidos da editora são
os Musket e os Wind Koala. Os Musket que se encontram no momento a preparar um
longa duração, são rapazes da escola da DFA Records. Com os dois pés nas pistas
de dança não esquecem o rock suado, distinção que partilham com os seus
ilustres “primos”. Gravado na Black Sheep Studios, o primeiro EP da banda conta
com a participação de Makoto Yagyu. O novo single “So Tired” gravado já no
Corvo Studios conta com Henrique Albuquerque e Rui Pereira. Não me posso
esquecer dos putos de Setúbal que têm já o primeiro EP – Prepositions – terminado
com produção de Sérgio D. Mendes, só falta agora desmama-los e pô-los em palco.
O showcase da editora está acontecer neste momento no MusicBox, quem não foi
pode ouvi-los a todos no bandcamp.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Isto não é uma festa Indie II
Fevereiro marca o retorno de “Isto não é uma festa indie”. Depois da primeira edição que contou com Black Bombaim, Tren Go! Soundsystem, Lovers&Lollypops Soundsystem e Granada, a festa está volta e de novo no Lounge. Desta vez o convidado especial é o venezuelano Algodón Egipcio autor do álbum La Lucha Constante. Mais uma vez a festa terminará com os residentes Lovers&Lollypops Soundsystem. Dia dezassete de Fevereiro à pala no Lounge.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
mynameisindie Tv #Especial - Edição Nacional
Branches - Canção para o Luís. Directed by Pedro Rios
Os Passos em Volta – Fetra. Directed by Rodrigo Alfacinha
:papercutz – Disintegration. Directed by Pedro Pinto
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
"Arrefeceu a cor dos teus cabelos"
Escolhido o novo talento fnac fotografia, agendou-se então a inauguração da exposição vencedora. A inauguração da exposição da série fotográfica “Arrefeceu a cor dos teus cabelos” de Lara Jacinto irá então acontecer dia 24 de Janeiro às 18:30 na fnac do Chiado. Lara Jacinto formada em design e fotografia tem vindo a realizar os seus trabalhos nestas duas áreas na cidade do Porto. Desde 2009 que se dedicou a sério à fotografia, partilhando assim o seu olhar único daquilo que a rodeia com o resto do mundo. Nas fotos de Lara Jacinto sentimos a marca do universo suburbano partilhada por muitos artistas portugueses do do pós-25 de Abril. Na série vencedora a linha que une as diferentes fotografias é o tempo e a sua marca nos corpos e espíritos de dois personagens. A fotografia que abre o trabalho é reveladora de um elemento comum no trabalho de Lara. As janelas que separam dois mundos, as janelas que permitem o olhar e nos devolvem esse olhar. Nas restantes fotografias passeamos pelos lugares íntimos destas duas personas, os lugares que nos revelam as fragilidades e as ausências. É nesta narrativa de perguntas que se fazem e respostas que não chegam que se movem os momentos e lugares destas duas almas. Feita esta curta introdução ao trabalho de Lara Jacinto, fica apenas a faltar o poema de Miguel Torga de onde Lara Jacinto foi buscar o título para este projecto.
Vénus envelhecida
Arrefeceu a côr dos teus cabelos
O tempo tudo apaga e desfigura...
Que palha triga, sensual, madura
O loiro resplendor que rememoro!
Chove ou sou eu que choro
Desiludido?
Como era quente o ouro da seara!
Ah, deusa sem tiara
Mito desvanecido!
Miguel Torga Miramar, 16 de Agosto de 1963
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Secret Show
Passando
pelo site do colectivo cultural Bacalhoeiro, encontramos a programação da Noite
Psicotropico na próxima sexta feira dia 13. O programa conta com três bandas
internacionais, contudo se as procurarmos no Google não encontraremos qualquer referência
às mesmas, isto deve-se ao facto de este ser o primeiro de vários Secret Shows
protagonizados pela banda Youthless. A realidade é que a noite de sexta-feira
13 no Bacalhoeiro irá primar pela colheita nacional. A descrição do site dá
pistas sobre as bandas que irão tocar na noite de dia a treze, a primeira banda
não vem do Uruguai mas são um duo criam uma mistura exótica de UK Garage com
elementos dispersos como Afrobeat, Dubstep, Ragga, entre outros. Os Octapush
vão de certeza deitar a casa abaixo com a uma perfomance explosiva a que já nos
habituaram. A segunda banda já é cliente habitual aqui no blog, os Youthless “duo
sónico de baixo, bateria e vozes”, revelou no seu novo site o segredo por
detrás desta noite, se quiserem saber mais e aproveitar para fazerem o download
da nova mixtape da banda vão até ao seu site. Por fim a última banda é formada
por duas irmãs que fazem parte da malta Cafetra. As Pega Monstro vão abanar as
paredes do Bacalheiro com o seu pop lo-fi e a sua energia que deslumbra. Já
sabem se quiserem exorcizar superstições e ouvirem boa música, vão até ao Bacalhoeiro
na próxima sexta por volta das onze.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Melhores de 2011: Discos (2ª Parte)
01 - Panda Bear - Tomboy
02 - tUnE-yArDs - WHOKILL
03 - James Blake - James Blake
04 - John Maus - We Must Become the Pitiless Censors of Ourselves
05 - Fleet Foxes - Helplessness Blues
06 - Toro Y Moi - Underneath the Pine
07 - Real Estate - Days
08 - Ducktails - Ducktails III Arcade Dynamics
09 - Destroyer - Kaputt
10 - B Fachada - Deus Pátria e Família
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